O governador e candidato à reeleição, Eduardo Campos (PSB), inaugurou neste domingo (18), seu comitê de campanha prometendo dar "a maior vitória do Brasil" para a candidata Dilma Rousseff (PT). Empolgado, disse que o País enfrentou "500 anos de desigualdade" e a população fez "as contas" do governo Lula e se pudesse, o petista seria o governante desde o surgimento da Nação. Nesta segunda-feira (19), o governador viaja para Brasília e encontra o presidente Lula para tratar de assuntos administrativos.
O socialista criticou os adversários de maneira velada. "Passou o tempo que o governador era guiado por marqueteiro e corria dos problemas do dia-a-dia", disse, em referência ao seu antecessor e principal oponente nesta eleição, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB).
Eduardo Campos também fez questão de propagar que "arrumou a casa" para atrair os investimentos que o Estado possui e disse, mais uma vez mirando seu antecessor, que o fez sem "briga, mesquinharia e raiva". "Não fiz do meu governo um ato de tomar conta da vida dos adversários. Fui tomar conta da população. É um tempo diferente. Construímos a paz política... E Pernambuco voltou a ser ouvido no cenário nacional", afirmou o candidato.
Mostrando que não pretende abandonar o cargo pela campanha, Eduardo Campos disse que iria governar durante o dia, mas à noite iria "rodar o Estado". O candidato pediu à militância, principalmente aos jovens, para não "aceitar provocações" e não entrar em "arenga feia". Outra recomendação dada aos militantes foi "subir na tribuna 40" - nome dado ao caixote de madeira que utilizou na eleição anterior - para divulgar a campanha, mas não "subir no salto alto", por conta da liderança apresentada nas pesquisas de intenção de votos.